28 de mai de 2009

Maquete HO: "LIBÉLULA" da ALLFe


LIBÉLULA HO: REVOLUÇÃO EM MAQUETES FERROVIÁRIAS

Essa aqui é uma maquete com um traçado e com um sitema construtivo inéditos em todo o mundo do Ferreomodelismo, que eu acabei "tendo" de conceber, por ter chegado à estranhíssima conclusão que:

"As maquetes HO, ainda mais na nossa cultura ibérica, brasileira, é super-ultra-hiper-EXAGERADA.
"

Por que isso ocorre ?

Das mais de 30 maquetes que já ví por aí, 29 delas sustentariam em cima do Tablado uma Pick-Up Diesel -com carga na caçamba- sem abrir as pernas...

E olhe que, os Acabamentos e + seu Material Rodante, somados, não vão passar de ALGUNS GRAMAS.


Essa vista aqui, é a concepção final, desta Maquete HO, considerando os principais territórios cenográficos que enriquecem qualquer projeto 1:87.

FORMA ...x... FUNÇÃO

O conceito da FORMA, é o que os norte-americanos chamam de "DOGBONE" (dógbôune) ou seja, tem formato de "Osso-de-Cachorro", permitindo uma longa extensão de Linha Singela, sobrando área para um Pátio Médio, retilíneo e ainda uma Linha-Morta, em curva, sem contar uma Linha Desativada, cujos trilhos mergulham no Rio Libélula, simulando um acidente em uma obra-de-arte ferroviária, que ocorreu à décadas no interior de SP em uma grandiosa enchente.

O conceito de DESIGN, inspirei-me em uma Espinha Dorsal, contando com um eixo central estruturador, contraventado com aletas como se fossem as Vértebras, as quais servirão de ancoragem, para os "raisers" da via férrea.

AXONOMÉTRICA

Aqui, a prévia gráfica da "LIBÉLULA H.O." (que se chamava "VÉRTEBRA"), onde voce pode conferir a "Notocorda Central", as Aletas equidistantes e os Raios Divergentes nas extremidades, saindo das 2 pontas do Eixo.

Nesse design, eu imaginava que, apenas com esses Grupos de Aletas, transpassadas pelo Eixo Central, bastaríam para estruturar-se por cima desse esqueletamento, as vias e os acabamentos da Geologia, "flutuando", bem leves.

As Hastes inclinadas divergentes embaixo, seríam os pés, de canos finos e o traçado da maquete ficará "flutando" por cima dessa belíssima tessitura estrutural.

FORMA ...x... FUNÇÃO

Esta é a Elevação Lateral da LIBÉLULA H.O., com 4.OO loOOongos metros de comprimento, o que permite espaço de sobra para bastante informação visual e diversas referencias ferroviárias.

Mas optei por caracterizar uma Ferrovia de Montanha, randômica.


Note o Eixo Central sob os Acabamentos + Trilhos, os quais estão sustentados por "raisers", as mini-colunas que nascem de dentro das Aletas, como são os pilares de concreto de um Elevado Urbano: Fino embaixo, bandeja em cima.

ESQUEMA DAS NERVATURAS

Esse é o meu Esquema Geral da Nervatura, onde nominei as "Vértebras" com uma sequencia, pois o projeto tem simetria bilateral, duplicando uma Vértebra de cada lado, para organizar a concepção dessas "Aletas" (MDF).

Em cima, é a Planta Baixa, vendo de cima e embaixo, é a Elevação Lateral de cada uma das aletas. Note que nos "olhais" internos ("luzes" ou então, "cavernas") existe um olhal, maior que os demais: É por onde o Eixo transpassará.

AS "VÉRTEBRAS"

Essas são as Aletas, que serão transpassadas pelo Eixo Central. Além de cada uma ter sua Gêmea do outro lado, elas são Duplas: Um tabique em MDF, as mantém separadas: Nesse vão mínimo, encaixaremos os "Raisers".

Em cima, a visão superior, demonstrando a Aleta Dupla, com separação no meio. Embaixo, vê-se uma das "cavernas" ser maior, a do centro, onde o Eixo encaixa.

Uma Fenda-Guia, impedirá que o Eixo se rotacione.


Os demais olhais (
cavernas) eu as fiz, pensando em aliviar o peso final, somando-se a quantidade de matéria-prima "inútil", pois o MDF iría ter sua função estrutural intacta, mantendo o restante da peça sem cortar. Obtivemos 30% à menos de sua massa total, pesando as peças "antes" e "depois" de cortá-las, onde confirmamos essa porcentagem de ganho (quase 1/3!).

Com uma "maquete N da maquete HO" já pensada, podemos partir para a construção, seguindo o projeto à risca. Aqui já se pode antever os "pés" da Libélula, 4 patas feita de barras de cano de ferro, encaixadas em suportes no eixo central.


Essas é a conceituação básica, aplicada em duas "maquetes de maquetes":

A mais simples da direita, já é a Libélula Escala H.O. pré-concebida, sem o traçado. A outra, da esquerda, é o conceito de NOTOCORDA, com eixo central, que vai "evoluir" até chegar na Libélula H.O.

Curiosamente, nessa redução, fui notar que a fiz na Escala N, pois sería a metade da HO ...


Muita tinta de impressora foi gasta e muito desenho técnico vetorizado -e renderizado- também, até a compreensão parcial do processo todo.

Pois para atingir leveza, voce tem que trilhar uma rota baseada em processos construtivos viáveis Einstein dizia que "A IMAGINAÇÂO VALE MAIS QUE O CONHECIMENTO".

E provamos que o professor estava certo: Tínhamos o conhecimento construtivo.... do qual não valeu NADA, se não imaginássemos outras alternativas..

Nunca foi tentado algo como é a MAQUETE LIBÉLULA HO, então, estamos criando as bases da tecnologia construtiva, no bojo de sua própria concepção.



Aí estão! O "Pré-Conceito", evoluindo para o "Conceito"... ;)

DICA: Voce estará em GRANDE vantagem, se montar um protótipo em escala reduzida, pois vai compreender bem melhor os vários processos envolvidos, ainda mais, em algo que nunca foi tentado no "antes".



Primeiro, o CONCEITO.
Depois, o PROJETO.
Daí, as FERRAMENTAS.


Infelizmente, a maioria começa pelo fim, motivo de variados equívocos.


As primeiras tentativas tem início, com materias bem simples e mais à mão, como Sarrafos de Madeira e cola PVA, para investigarmos os vários procedimentos técnicos que teremos de criar, à partir do zero.


Com sucata de um cano de ferro servindo de Eixo Ventral, a NOTOCORDA que o protótipo e os desenhos especificaram, toma forma.

Desbastei as pontas com a esmerilhadeira só prá soltar as fagulhas da foto: No trabalho real, eu me protegi corretamente com Avental, Luva, Protetor Auricular e Óculos de Proteção, os E.P.I.´s insubstituíveis, SEMPRE.



Aplicação da Solda em furações no Eixo Central, para fixação dos pontos de ancoragem das "4 patas" da Libélula, estas, também feitas com sucata de canos,
dando inveja ao Nikolas Tesla, face às bruxarias noturnas em watts & volts.



Exuberante ferramental se faz necessário, para garantir um perfeito alinhamento do Eixo, aqui, preso numa morsa de bancada, para os trabalhos de preparo para receber as ALETAS feitas em MDF.


Encaixe da primeira ALETA, na Espinha Dorsal de ferro, prá demonstrar o conceito estrutural. Essa aleta incial, acabou sendo descartada, pois o design incial sofreu uma evolução monstruosa, como veremos à seguir.


PROBLEMÃO DETECTADO! Ao demonstrar o conceito proposto, notei que a ALETA ficaria girando livre, sobre o eixo...

Hora de voltar a prancheta e pensar melhor essa futura maquete ferroviária em Escala HO (Escala 1:87).



Tentativa de se ampliar a área de contato entre duas lãminas de MDF, usando a fresa RABO-DE-ANDORINHA, permitindo uma maior quantidade de cola-de-contato, a qual, em tese, reforçaria a frágil emenda flutuante no encaixe...

O resultado não ficou bom... Muito mais pelas características pulverizáveis da matéria prima dos Sete Infernos ( o MDF), do que das inúmeras habilidades de seus estimadíssimos, puros, castos e nobres "Construtores"... :D



SAINDO DO FORNO! Já quase toda estruturada, os desafios iniciais, foram ficaram prá trás.

Parece tudo tão absurdamente simples, depois de solucionados os VÁÁÁRIOS problemas...

Lêdo engano...



VAI CONSTRUIR? SIGA O PROJETO. E não invente NADA, que não seja prá resolver problemas da própria construção e NÃO do projeto.

Funciona como uma Partitura, diante do músico de orquestra: Improvisos, só se quebrar uma corda de crina-de-cavalo ou pular um botão da trompa-de-caça. De resto, leia o que está escrito.

Se o projeto errou, volte à prancheta, antes das alterações ou as faça em separado? JAMAIS opere diretamente na estrutura original, do qual poderia resultar em sua perda do ponto onde parou ou em danos permanentes.

Exceto se esta intervenção, se demonstrar como nitidamente supeiror, nos resultados, intuição que só tem, quem trabalha com o projeto. E não contra ele.



Aqui a explicitação física do conceito da Maquete Ferroviária LIBÉLULA Esc. H.O., onde a via passa "flutuando" alguns centímetros acima do "tablado", que na verdade, nem existe:

Seu "tablado" é a sua propria estrutura, resultando em sua extrema leveza.



Se alguém ainda duvida de sua leveza, eis a prova... Está certo que ainda falta muita coisa, mas a parte de simulação de Relêvo, Geografia, Geologia e Flora, pesa praticamente GRAMAS, assim como o material rodante, trilhos inclusos.


MENOS É MAIS! O proprio Arquiteto Mies Van Der Hoe, se vivo fosse, decerto aprovaria o seu conceito "less is more", para a nossa inédita estrutura ferroviária em escala...

Só faltou um chapeu-móle na cabeça, Santos-Dumont Istáile... :)



Abusando da leveza, um de nossos construtores decidiu erguer a estrutura, valendo-se de seu próprio dedo mindinho como MUNCK...

O sonho de todo ferreomodelista, especialmente os conscientes de que o hobby pede leveza e concisão, e não um trambolho indestrutível de 400Kg de madeira bruta, desperdiçando matéria prima, tempo e dinheiro.



Nessa perspectiva, vê-se ao centro, ainda sem trilhos, a Derivação que, em algum dia, conectará a LIBÉLULA H.O. em alguma de nossas futuras maquetes, tornando o sistema um único traçado, alimentado pelo mesmo transformador, "escravizando" uma segunda Maquete.

Note também um "caminho-de-rato" em MDF, que será a base de uma pequenas Estrada Vicinal, que corta a Maquete HO na diagonal.



ESCALA HUMANA Aqui dá prá ter uma ideía da escala integral da LIBÉLULA, faltando os trilhos da Derivação e do PÁTIO FERROVIÁRIO HO em plano reto.


INÚTIL Abandonando um pouco o projeto da Libélula, priorizamos um detalhe de acabamento, que se mostrou 100% infrutífero: Não coube no vão reservado à ponte, conectando os relevos do "rio" central da maquete...


Escolhendo alguns Diodos, vários LED´s e Lãmpadas grão-de-arroz 12V, que serão úteis nos cenários noturnos, destaque adicional em qualquer maquete que se preze, por permitir fruição visual nas horas em que os outros hobbies estarão na cama....


Destaque para os "raisers", feitos com tabiques de madeira, nascendo entre as aletas e tendo a sua altura determinada pela rampa em 3% da linha, idêntica às rampas de ferrovias reais.


Início dos testes eletrônicos, até prá aproveitar melhor essa fase de esqueletamento, acondicionando melhor o chicote principal e derivando as conexões embutidas, para uso em breve pelos Postes Urbanos, Edificações, Sinalizadores, Cancelas, Túneis, Varandas de Casas, etc.

Ah! E os "gatos" obtidos da fiação dos postes, também!



Essa curva consumiu quase uma semana extra de trabalho e teve que ser refeita por uma três vezes ...

Uma hora, era o ângulo da Rampa, que variava demais, gerando "degraus", outra, era no Raio da curvatura, que não se mantinha...

Itens que VÃO descarrilar seus trens, quando em tráfego no futuro e perto do impossível de se propor ajustes, após a maquete finalizada...

Vai ajustar? Ajusta AGORA, que é a hora!



Fritamos as telhas do quengo, prá conceber uma fita-guia, de ferro, soldada na vertical sobre o tal cano do Eixo Principal, o que evita que as aletas saiam do prumo e rotacionem por si só, em volta desse mesmo eixo.

Essa "chave", que tranca as aletas no lugar, pode ser vista, acima do cano de ferro central, aprisionada por sua vez com tabiques de madeira quadrados (cubos, prensando as aletas), reforçando o contraventamento geral.



Note a fita-guia, soldada no cano e "entrando" sob um cubo de madeira, este, estando colado à aleta.

Esse cano menor, na horizontal, serão onde as "pernas" do inseto serão instaladas, encaixadas em um gabarito inédito no ramo desse hobby:

Baixas o bastante, para crianças observarem a maquete, acabando com a babaquice escrôta de pais sofrendo com filhos no colo durante os eventos, judiando de ambos, sem necessidade alguma, só por que alguns Ferreomodelistas decadentes afirma ser "Padrão NMRA".

Nós aqui da ALLFe, sempre seguimos completamente submissos ao honroso e cada vez mais onipresente "Padrão N.M.R.A.":

"Nenhuma Merda de Regra Aporrinhando", que essa vida é curta e não nascemos nos Estados Unidos...

Os adultos que querem sentir a "imersão" que as miniaturas em escala propiciam, que ajoelhem-se rente ao cenário...

Até as fotos, devem, sempre que possível, ser registradas assim, em respeitável genuflexório, em honra aos Deuses Ferroviários... :)



AQUI JAZZ! A embalagem Caixão-Istáile, Resistiu só à um único evento, aliás, o primeiro, de estréia ...

Pois HAJA VENTO, com essa Veraneio V6 Diesel, Turbinada!

Depois, perdemos o cabaço e passamos à transportá-la estaiada direto no rack, protegida com lona de caminhão velha (encerado) e, se a meteorologia indicasse, sem proteção alguma...

Está certo, perdemos com isso algumas florestas primárias e pequenos habitantes HO, arrancados pelo vórtex estradas brasileiras afora...



DIVERSÃO GARANTIDA! Baixou uma alcatéia completa no evento de estréia da LIBÉLULA em Ribeirão Preto...

Note a altura desses inestimáveis "Clientes", frente à maquete HO, bem como a ausencia TOTAL de Fitas Zebradas, permitindo, inclusive, que mãozinhas destroçantes atuem com ampla desenvoltura... ;)

Se quebrarem algo, teremos sólidos argumentos para sua re-construção e a junção de marmanjos em torno de ferramentais pérfuro-multilantes!



Perspectiva da LIBÉLULA HO, com as laterais feitas em compensado flexível, atuando como moldura, num design que parece ter sido içada à laser, de algum trecho da Terra Brazilis Ferroviária...


Tal & Qual possuir 1 Milhão de Dólares em C/C!


RUSH HOURS! Caraca, fagocitaram completamente a LIBÉLULA H.O.!

Não vão devolver nem mesmo seu Exo-Esqueleto, da Pobre Odonata!



ABELHAS NO MEL... Ao final da tarde, os marmanjos começaram a "costear o alambrado"...

Duro, foi apartar depois a marujada, triste de doer, mas, sacomé... :D



COMO PREVÍAMOS! Foi até engraçado... Neguinho chegava com material rodante próprio e lascava em poucos minutos de curtição visual:

"-POSSO POR PRÁ TESTAR ?"

Maior honra! .... DEMOROU, velhinho!



Raros momentos que ficamos perto da LIBÉLULA HO, pois ela foi tomada de assalto, pela duração do evento todo...

O Wilson Strazzi, marceneiro (dos bons!) com deficiencia auditiva, conseguiu uma brecha, prá poder rodar as tralhas dele...

O camburão de água azul, sobre a mesa dobravel de bar, é EPI: 27% de umidade na desgraçadamente árida Ribeirão Preto!



Detalhe da Ponte Ferroviária treliçada, vencendo o vão do rio de lajeado. Em primeiro plano, a ponte "provisória-permanente", para tráfego de carros pela vicinal, feita em eucaliptos. A original em ferro, uma enchente histórica à levou. lá se vão décadas...


A Locomotiva G22-U da FEPASA, na IIª fase Amarela-Cinza, diminui a marcha para adentrar na área do Pátio Ferroviário, aguardando a mudança da chave no AMV de acionamento manual.

Um Vagão-Tremonha "HAF" da RFFSA, jaz na linha morta, por não ter mais condições de tráfego.


(itens do fabricante nacional FRATESCHI, nossos prediletos)



7 comentários:

  1. ow seus sei la oque..rs..
    tudo bom? aqui é o leandrogp9 de araarquara..
    cumé..num vai mais pra bebedouro naum?
    agora serio..to pensando em construir essa maquete pra mim..tem como vc mandar as plantas e material no meu email?
    leandrogp9@hotmail.com
    um bejaum pra vcs..
    leandro

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  2. Essa sua Maquete é uma maravilha mesmo. Parabéns.
    Inspirou a minha futura, que quase ia saindo um peso pesado.
    Joaquim - Cuiabá-MT

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  3. Então, capriche muito aí, JOAQUIM CUIABANO!

    Séc.XXI, requer novas mentalidades EM TUDO!

    Depois conta prá gente como ficou a BAGÁÇA!

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  4. Meu nome é Antonio Carlos Siqueira, faço parte da APFMF Curitiba, estive em Londrina tentando entrar em contato com a ALLFe mas sem sucesso não encontrei nenhum endereço ou telefone.

    Mesmo assim quero convidar aos associados da ALLFe para quando estiverem em Curitiba entrarem em contato com a APFMF e fazer-nos uma visita. Endereço e telefones no site; http://www.ferreomodlismo.org.br

    Obrigado.

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  5. Antonio Carlos Siqueira da APFMF, estamos sem galpão das nossas maquetes, por enquanto, mas estando em CWB, a gente visita com voces, abraços!

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  6. Ai Crist ainda não tinha visto esta narrativa. Maravilha. To cum saudade dos papos e da cerveja. Quando é que pinta por aqui por Bebedouro? um abração por esta maravilha de documentario escrito...hehe
    João carlos Lima (João Papelão)

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  7. Caro arquiteto, estamos mesmo em débito com BEBEDOURO... Me manda teu e-mail, estou querendo elaborar uma matéria sobre Papelmodelismo H.O.

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ON BOARD!