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14 de nov. de 2009

ALLFe: MAQUETE HO #O2


















Toda maquete para ferreomodelismo requer, antes de mais nada, algum conhecimento mínimo, de como se operam as ferrovias reais.

Esse re-conhecimento prévio, evita que algum ferreomodelista delinquente cometa os gravíssimos e inafiançáveis Crimes de Lesa Percepção, concorrendo ao Prêmio Ignóbil dos Sem-Noção de Coisa-Alguma, "produzindo" aquelas maquetes absolutamente PAVOROSAS e terrivelmente MEDONHAS.

As quais nós, aqui na ALLFe, as classificamos por:

1.) BÔLO-DE-NOIVAS
2.) PRESÉPIOS
3.) TRIO-ELÉTRICOS

(Veja no post acima, "TIPOS DE MAQUETES HO" os detalhes escabrosos e impublicáveis, mas, por favor, tenha a decência em retirar as crianças, da frente da tela do Nótchi-Búque...)

Ocorre algo, digamos, "interessante", numa montagem de Maquetes HO:

Os Trilhos Frateschi
Por se tratarem de itens industriais, significa que se voce pegar MEIO MILHÃO deles nas mãos, uns 99,99% tendem a ser exatamente identicos.

Especialmente, se voce montar a sua Maquete HO, utilizando os TRILHOS FLEXÍVEIS.

Traduzindo::
Tem que caprichar artesanalmente, usando um item feito industrialmente.

E por que usar os Trilhos Flexíveis, se os outros "já vem curvos", onde até uma Criança de 10 anos consegue conectá-los?

Primeiro, por que Maquetes HO são mobiliários muito, mas MUUUUITO duráveis!

No Brasil, já não é mais raro encontrarmos maquetes ainda operacionais, com mais de 10 anos de idade.

Nossa primeira Maquete, vem desde o ano 2000, portanto, isso já dá quase uma década de vida.

Então, anote aí:
Os trilhos já encurvados, só valem à pena num "camping ferroviário" na mesa da cozinha ou no cháo da sala, para curtir algumas horas, desmontar e embalar tudo, prá alegria da sua Mulher...

Assim, tendo ou nao espaço, lembre-se do mantra da Arquitetura:
"MENOS É MAIS."
(Mies Van Der Hoe, arch)

Procure ser conciso em suas vontades, já que 99% dos Ferreomodelistas iniciantes, querem por que querem possuir já e operarem, logo de cara, um império ferroviário, digno de Brutais Ditadores Narco-Sanguinários...

Nós, aqui da ALLFe, como tínhamos espaço, montamos esse segundo projeto de maquete, um traçado ferroviário interessante e relativamente complexo, onde criamos coragens, ampliando tanto o tamanho do tablado como os percursos ferroviários.

Bem como o corrigir dos inevitáveis erros da nossa primeira ventura.

Curiosamente... nosso projeto HO depois desse aqui, saiu bem mais conciso, mas, depois a gente vê isso, direitinho.
Vista aérea do traçado da Maquete HO:
(click on image to enlarge details)

Note o padrão cromático escolhido para aerografar as superfícies, em nada muito diferente de uma foto aérea, realista ou mesmo do Google Earth.

Perceba que não existem superfícies brilhantes ou refletivas, nem na Natureza (exceto água, vidro ou carros de caras muito dos afrescalhados) e nem nas Cidades.

Tudo é muito opaco, bastante desgastado, continuamente calcinado, ainda mais, para ferrovias situadas entre os Trópicos, como é o caso da maioria do território no Brasil, país com 250 dias de sol pleno, ao ano.

Nesse retângulo medindo 3.20m X 1.30m, conseguimos encaixar duas Linhas Ferroviárias Distintas, sendo uma quase Linha Dupla na área urbana (atua como uma Linha-Morta ou de Pátio Urbano, na derivação paralela de menor tráfego).

E uma Linha Singela de trincheira, "periférica", além de um belo e looongo Pátio de Manobras, mais 13 AMV´s e um sensacional conjunto de operações ferroviárias possíveis, as mais diversas.

Tudo isso, ainda vindo com sensacional direito à:

- Virador;
- Areeeiro;
- Caixa D´água;
- Torre de Despachos;
- Oficina e Depósito;
- Modais Rodoviários;
- Cancelas com Vigia;
- Postos de Abastecimento, etc, etc.

Fora a própria Cidadela, com um Núcleo Urbano simpático e acolhedor, a indefectível Igrejinha Central e a clássica Estação Ferroviária, no caso, uma Engenheiro Passos, usinada pela FRATESCHI, um primor de reprodução real e que fica bem, em qualquer cenário HO que se preze.

Articulação Geral da Maquete ALLFe #O2














As curvas intencionais do traçado interno, fornecem um providencial cenário para encaixarmos nossa Cidadela à beira-trilhos.

Essa mesma linha de perifería, deriva um ramal que passará pelas Oficinas e terminará em um Virador.

Esse mesmo Virador, poderá atuar secundariamente, na reorientação do sentido de uma máquina, fazendo-a rodar pela "Entrada de Serviço" no Pátio, este, note como este é ENOOORME!

Pátios grandes assim, funcionam como uma espécie de vitrine aberta de sua frota ferroviária, hábito bastante comum e incentivado aqui na ALLFe. 

Nada de deixarmos essas jóias da extrusão, mofando dentro de caixas!

"O melhor tesouro, está em um lugar onde todos podem ver".

Claro que voce poderá expor apenas ítens de sua Concessionária predileta (ex: somente Vagões da R.F.F.S.A.).

Linha expressa permite velocidades máximas













Essa configuração poderá inspirar os mais habilidosos, no instalar de Catenárias HO no traçado de curvas suaves, já sobrelevadas, com Raios de negociação bastante amplos e livres de descarrilamentos.

Essa Linha Expressa pára somente na plataforma da Estação da Cidadela e, por negociar somente O4 AMV´s pelo trecho, a cada volta completa (caso voce opere Horários Noturnos), experimentará aquelas "falhas elétricas", que ficam cenograficamente interessantes, quando do tráfego dos Carros de Passageiros.

Isso, caso voce os tenha iluminado internamente, sejam os Dormitórios, Cabines, Restaurantes ou Carros de Classes, como os de Primeira e de Segunda, além dos Pulmann e o de Cauda.

Com quase 8.00m de comprimento, essa linha permite a circulação de Trens Longos, visual que raríssimas maquetes domésticas conseguem contemplar, mas comuns em Clubes.

Linha Vicinal, para o tráfego de Trens Longos:













Na verdade, esta parece menor que a Linha Expressa, por ter raios restritos, mas a sua alça interna da "perifería urbana", faz com que ela tenha quase 9.00m de comprimento!

É justamente nessa alça, que um trem assume sua característica fundamental, prá não dizer, a característica mais crucial de qualquer ferrovia do planeta:

- CURVAS!

São elas, as principais protagonistas da cinestesia de uma Maquete HO:

A capacidade de entreter, através do movimento.

Porém, não estamos falando aqui, de um movimento qualquer:

Trata-se de uma sinuosidade cativante, macia, suave... Quase previsível.

Assim como as Cobras e Serpentes, cujos corpos ondulantes se deslocam pelo mesmo rastro de sua porção anterior, um trem também prosseguirá pela sua "trilha".

Trilho, trilha, PESCOU?

Quantidade impressionante de operações possíveis













As operações disponibilizam recursos, os quais poderá se entreter, além de trens rodando indefintivamente pelos trilhos duma maquete.

Não apenas voce poderá operar a indexação de um trem, formando-o de acordo com seus desejos mais obcenos e impublicáveis, como pode fornecer um trabalho danado à qualquer Locomotiva, especialmente, as curtas Manobreiras GE U5-B FRATESCHI, as quais se enfiam em qualquer ramal, mesmo os mais distantes e apertados, indo buscar Vagões ou conduzir o Pessoal de Linha.













O próprio Virador, atua como um redistribuidor local, inclusive, mudando o sentido da "cabeça" de uma máquina, caso isso seja necessário em sua diversão como Imperador Ferroviário.

E o coração de uma Maquete HO? Onde fica?

Para nós aqui da ALLFe...

... trata-se de seu DEPÓSITO.

 É nele onde, orgulhosamente, exibimos nossa poderosa frota rodante.

Algo como certas Mini-Saias, de uma Morenáça de fechar indústrias:

Mostramos só um pedacinho, um naco de algo, de onde tem muito mais prá se saber, daquilo que só entendemos -e vemos- um tantinho de nada...

Note que optamos por emparelhar dois Depósitos Frateschi gerando três vagas no Depósito, e não edificar uma ROTUNDA, onde, se quiséssemos, teriamos espaço para uma.

Mas daí, o Depósito não mais sería o Ponto Focal desta Maquete HO, mas também o Coração, o Cérebro e a Alma...

Pode contar: São 13 AMV´s + 6 Desengates













Desengates, são aqueles trilhos bem curtos, com um ímã engastado entre os dormentes injetados em plástico e, como o nome já diz, vai atuar no desengate das alças de Estilo Europeu, adotadas no material rodante do fabricante brasileiro Frateschi.

Note que os AMV´s da Linha Expressa, mais externos, atuam como reorientador do tráfego em espera, de algum outro trem circulando.

Chaveando a linha, voce pode alternar entre um longo Trem Cargueiro e um pequeno Expresso de Passageiros com Carros Inox, que poderão aguardar as respectivas passagens, uns dos outros.

Instalamos um discreto Trilho-Desengate nessa mesma Linha Expressa, na porção quando ela duplica na área do Pátio da Cidadela.

Serve para abandonarmos algum Vagão ou Cmboio de Passageiros para trás ou mesmo procurar pela manutenção de uma Máquina, voltando mais tarde para apanhá-los.

Inclusive, prá pegar um comboio pela cauda prá mudarmos seu destino, bastando prá isto trocar o sentido da Cabine da Locomotiva, usando o Virador, já que ele só serve -felizmente- para isto mesmo.

Iinfraestruturas da Maquete #O2 da ALLFe













Nessa equalização de fluxogramas variados, inauguramos um item nunca visto antes em projetos de Maquetes Ferroviárias Brasileiras:

- FAVELAS!

Elas mesmas. ONIPRESENTES. E HORROROSAS...

Sem a menor vergonha na cara, estreamos no Universo HO de Pindorama, com uma discreta e improvisada invasão urbana, à Faixa de Domínio...

Curiosamente, foi um dos itens de cenário MAIS FOTOGRAFADO dessa maquete!!!

Prá nossa mais absoluta tristeza e infortúnio, saibam, pois caprichamos tanto, em TODA ELA, ELA INTEIRA...

E, uma "simples" Favelinha de Merda, encantando à tudo... E à todos....

Mas, também???

Até ROUPA SECANDO NO VARAL e....
 















A SUCATA DE UM VW FUSCA, nossa ALLFAVELA tinha!
















Onde percebemos que, com o impacto favorável e os vários sorrisinhos generalizados, vale mesmo a pena a introdução de elementos cenográficos reais, ainda que sejam feios prá caramba...

















(Tá legal, vai? Esse nosso nominho aí, de batismo da criança, como sendo Maquete #O2... Foi BEM fraquinho... Mas quem nos frequenta aqui, sabe que, de nomes originais prá Maquetes HO Nacionais, nós somos craques... e a sacada das favelas, anos depois, pegou como fogo na gasolina: Muitas maquetes hoje, as exibem, com muito orgulho, uma vez que se trata de um ícone indissociável à uma ferrovia que se pressupõe "urbana", prá não dizer... BRASILEIRA!)

Esquema do traçado da Maquete #O2
(Clique para ampliar)




















Nós a executamos inteirinha com TRILHOS FLEXÍVEIS e levou quase UM ANO prá terminarmos, com a ajuda de aproximadamente 10 ferreomodelistas.

O Projeto do Traçado e da Cenografía, é deste que vos habla.

Como um dos colegas tinha financiado os materiais, ele decidiu vender para um ferreomodelista algum tempo depois (acho que de Presidente Prudente /SP) após a levarmos em um Evento Frateschi, com estrondoso sucesso, demonstrando o verdadeiro caminho de expansão desse hobby magnifico.

Depois desse projeto aqui, nós nunca mais fizemos maquetes planas ou em pranchões, pois maquetes nesses formatos, são 100% incompetententes aos fins as quais se destinam:

Encantar o olhar, fazendo trafegar preciosidades da extrusão plástica, estas, pesando uns poucos gramas de matéria-prima injetada...

Foi o nosso Decreto Letal, contra as maquetes ibérico-ciclopicas.

AGUARDEM O PRÓXIMO PROJETO HO!

(Click on images to enlarge lay-outs details)

29 de mai. de 2009

MAQUETE HO: Melhorando um AMV Frateschi



Antes de mais nada, qualquer modelista que se preze, tem que montar -e equipar- a sua própria OFICINA, afinal, para um trabalho de modelagem minimamente bem feito, voce precisará de no mínimo 10 Ferramentas Básicas, equipando-se ao longo dos anos com outros itens mais, diagmos assim, ´sofisticados´.

O AMV original de Fábrica da Frateschi (Cód. Ref. #4200) é um acessório praticamente indispensável em uma Maquete HO e, sendo assim, como em muitos casos teremos mais de um par atuando em um único traçado, essas dicas ajudam à torná-lo mais eficiente.

Depois de separar o ferramental adequado, convém investigar com bastante minuciosidade a peça que se beneficiará com sua intervenção, reconhecendo sua estrutura, familiarizando-se com seu design e entendo seu projeto elétrico 12V, que será onde voce vai atuar.

O AMV é uma mini-preciosidade do ferreomodelismo HO, sem dúvidas, o ítem mais sofisiticado e ao mesmo tempo, absurdamente ´simples´ de uma maquete, porém, quer por mau uso, instalação deficiente, expansão de suas partes metálicas ou fadiga, ocorrem algumas falhas elétricas, justamente quando uma máquina passa pelo Desvio (AMV).

Com a adição de uma pequena ´ponte elétrica´no vão existente dentro do conjunto de trilhos existentes no AMV, o fluxo da corrente 12V não ficará interrompido, nem mesmo por frações de segundo, garantindo seu funcionamento ininterrupto por anos à fio.

Qualquer MAQUETE HO, com um bom projeto de traçado de linhas com suas derivações, certamente vai pedir um AMV sem falhas.

OUTRA DICA IMPORTANTE:

Não é por que nas ferrovias reais, os AMV´s EXISTEM e são opercionais, que algum ferreomodelista menos deslumbrado SEJA OBRIGADO à sair instalando desvios pela sua Maquete HO.

Uma ferrovia em escala, pode perfeitamente ser apreciada e movimentada, sem um único desvio instalado ou até mesmo, instalando AMV´s quebrados, apenas para simular uma Linha-Morta ou memso um pequeno Pátio de Serviços.

Ferreomodelismo é um dos poucos tipo de hobby, onde a criatividade vale muito mais que as regras.

DIVIRTA-SE !

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28 de mai. de 2009

Maquete HO: "LIBÉLULA" da ALLFe


LIBÉLULA HO: REVOLUÇÃO EM MAQUETES FERROVIÁRIAS

Essa aqui é uma maquete com um traçado e com um sitema construtivo inéditos em todo o mundo do Ferreomodelismo, que eu acabei "tendo" de conceber, por ter chegado à estranhíssima conclusão que:

"As maquetes HO, ainda mais na nossa cultura ibérica, brasileira, é super-ultra-hiper-EXAGERADA.
"

Por que isso ocorre ?

Das mais de 30 maquetes que já ví por aí, 29 delas sustentariam em cima do Tablado uma Pick-Up Diesel -com carga na caçamba- sem abrir as pernas...

E olhe que, os Acabamentos e + seu Material Rodante, somados, não vão passar de ALGUNS GRAMAS.


Essa vista aqui, é a concepção final, desta Maquete HO, considerando os principais territórios cenográficos que enriquecem qualquer projeto 1:87.

FORMA ...x... FUNÇÃO

O conceito da FORMA, é o que os norte-americanos chamam de "DOGBONE" (dógbôune) ou seja, tem formato de "Osso-de-Cachorro", permitindo uma longa extensão de Linha Singela, sobrando área para um Pátio Médio, retilíneo e ainda uma Linha-Morta, em curva, sem contar uma Linha Desativada, cujos trilhos mergulham no Rio Libélula, simulando um acidente em uma obra-de-arte ferroviária, que ocorreu à décadas no interior de SP em uma grandiosa enchente.

O conceito de DESIGN, inspirei-me em uma Espinha Dorsal, contando com um eixo central estruturador, contraventado com aletas como se fossem as Vértebras, as quais servirão de ancoragem, para os "raisers" da via férrea.

AXONOMÉTRICA

Aqui, a prévia gráfica da "LIBÉLULA H.O." (que se chamava "VÉRTEBRA"), onde voce pode conferir a "Notocorda Central", as Aletas equidistantes e os Raios Divergentes nas extremidades, saindo das 2 pontas do Eixo.

Nesse design, eu imaginava que, apenas com esses Grupos de Aletas, transpassadas pelo Eixo Central, bastaríam para estruturar-se por cima desse esqueletamento, as vias e os acabamentos da Geologia, "flutuando", bem leves.

As Hastes inclinadas divergentes embaixo, seríam os pés, de canos finos e o traçado da maquete ficará "flutando" por cima dessa belíssima tessitura estrutural.

FORMA ...x... FUNÇÃO

Esta é a Elevação Lateral da LIBÉLULA H.O., com 4.OO loOOongos metros de comprimento, o que permite espaço de sobra para bastante informação visual e diversas referencias ferroviárias.

Mas optei por caracterizar uma Ferrovia de Montanha, randômica.


Note o Eixo Central sob os Acabamentos + Trilhos, os quais estão sustentados por "raisers", as mini-colunas que nascem de dentro das Aletas, como são os pilares de concreto de um Elevado Urbano: Fino embaixo, bandeja em cima.

ESQUEMA DAS NERVATURAS

Esse é o meu Esquema Geral da Nervatura, onde nominei as "Vértebras" com uma sequencia, pois o projeto tem simetria bilateral, duplicando uma Vértebra de cada lado, para organizar a concepção dessas "Aletas" (MDF).

Em cima, é a Planta Baixa, vendo de cima e embaixo, é a Elevação Lateral de cada uma das aletas. Note que nos "olhais" internos ("luzes" ou então, "cavernas") existe um olhal, maior que os demais: É por onde o Eixo transpassará.

AS "VÉRTEBRAS"

Essas são as Aletas, que serão transpassadas pelo Eixo Central. Além de cada uma ter sua Gêmea do outro lado, elas são Duplas: Um tabique em MDF, as mantém separadas: Nesse vão mínimo, encaixaremos os "Raisers".

Em cima, a visão superior, demonstrando a Aleta Dupla, com separação no meio. Embaixo, vê-se uma das "cavernas" ser maior, a do centro, onde o Eixo encaixa.

Uma Fenda-Guia, impedirá que o Eixo se rotacione.


Os demais olhais (
cavernas) eu as fiz, pensando em aliviar o peso final, somando-se a quantidade de matéria-prima "inútil", pois o MDF iría ter sua função estrutural intacta, mantendo o restante da peça sem cortar. Obtivemos 30% à menos de sua massa total, pesando as peças "antes" e "depois" de cortá-las, onde confirmamos essa porcentagem de ganho (quase 1/3!).

Com uma "maquete N da maquete HO" já pensada, podemos partir para a construção, seguindo o projeto à risca. Aqui já se pode antever os "pés" da Libélula, 4 patas feita de barras de cano de ferro, encaixadas em suportes no eixo central.


Essas é a conceituação básica, aplicada em duas "maquetes de maquetes":

A mais simples da direita, já é a Libélula Escala H.O. pré-concebida, sem o traçado. A outra, da esquerda, é o conceito de NOTOCORDA, com eixo central, que vai "evoluir" até chegar na Libélula H.O.

Curiosamente, nessa redução, fui notar que a fiz na Escala N, pois sería a metade da HO ...


Muita tinta de impressora foi gasta e muito desenho técnico vetorizado -e renderizado- também, até a compreensão parcial do processo todo.

Pois para atingir leveza, voce tem que trilhar uma rota baseada em processos construtivos viáveis Einstein dizia que "A IMAGINAÇÂO VALE MAIS QUE O CONHECIMENTO".

E provamos que o professor estava certo: Tínhamos o conhecimento construtivo.... do qual não valeu NADA, se não imaginássemos outras alternativas..

Nunca foi tentado algo como é a MAQUETE LIBÉLULA HO, então, estamos criando as bases da tecnologia construtiva, no bojo de sua própria concepção.



Aí estão! O "Pré-Conceito", evoluindo para o "Conceito"... ;)

DICA: Voce estará em GRANDE vantagem, se montar um protótipo em escala reduzida, pois vai compreender bem melhor os vários processos envolvidos, ainda mais, em algo que nunca foi tentado no "antes".



Primeiro, o CONCEITO.
Depois, o PROJETO.
Daí, as FERRAMENTAS.


Infelizmente, a maioria começa pelo fim, motivo de variados equívocos.


As primeiras tentativas tem início, com materias bem simples e mais à mão, como Sarrafos de Madeira e cola PVA, para investigarmos os vários procedimentos técnicos que teremos de criar, à partir do zero.


Com sucata de um cano de ferro servindo de Eixo Ventral, a NOTOCORDA que o protótipo e os desenhos especificaram, toma forma.

Desbastei as pontas com a esmerilhadeira só prá soltar as fagulhas da foto: No trabalho real, eu me protegi corretamente com Avental, Luva, Protetor Auricular e Óculos de Proteção, os E.P.I.´s insubstituíveis, SEMPRE.



Aplicação da Solda em furações no Eixo Central, para fixação dos pontos de ancoragem das "4 patas" da Libélula, estas, também feitas com sucata de canos,
dando inveja ao Nikolas Tesla, face às bruxarias noturnas em watts & volts.



Exuberante ferramental se faz necessário, para garantir um perfeito alinhamento do Eixo, aqui, preso numa morsa de bancada, para os trabalhos de preparo para receber as ALETAS feitas em MDF.


Encaixe da primeira ALETA, na Espinha Dorsal de ferro, prá demonstrar o conceito estrutural. Essa aleta incial, acabou sendo descartada, pois o design incial sofreu uma evolução monstruosa, como veremos à seguir.


PROBLEMÃO DETECTADO! Ao demonstrar o conceito proposto, notei que a ALETA ficaria girando livre, sobre o eixo...

Hora de voltar a prancheta e pensar melhor essa futura maquete ferroviária em Escala HO (Escala 1:87).



Tentativa de se ampliar a área de contato entre duas lãminas de MDF, usando a fresa RABO-DE-ANDORINHA, permitindo uma maior quantidade de cola-de-contato, a qual, em tese, reforçaria a frágil emenda flutuante no encaixe...

O resultado não ficou bom... Muito mais pelas características pulverizáveis da matéria prima dos Sete Infernos ( o MDF), do que das inúmeras habilidades de seus estimadíssimos, puros, castos e nobres "Construtores"... :D



SAINDO DO FORNO! Já quase toda estruturada, os desafios iniciais, foram ficaram prá trás.

Parece tudo tão absurdamente simples, depois de solucionados os VÁÁÁRIOS problemas...

Lêdo engano...



VAI CONSTRUIR? SIGA O PROJETO. E não invente NADA, que não seja prá resolver problemas da própria construção e NÃO do projeto.

Funciona como uma Partitura, diante do músico de orquestra: Improvisos, só se quebrar uma corda de crina-de-cavalo ou pular um botão da trompa-de-caça. De resto, leia o que está escrito.

Se o projeto errou, volte à prancheta, antes das alterações ou as faça em separado? JAMAIS opere diretamente na estrutura original, do qual poderia resultar em sua perda do ponto onde parou ou em danos permanentes.

Exceto se esta intervenção, se demonstrar como nitidamente supeiror, nos resultados, intuição que só tem, quem trabalha com o projeto. E não contra ele.



Aqui a explicitação física do conceito da Maquete Ferroviária LIBÉLULA Esc. H.O., onde a via passa "flutuando" alguns centímetros acima do "tablado", que na verdade, nem existe:

Seu "tablado" é a sua propria estrutura, resultando em sua extrema leveza.



Se alguém ainda duvida de sua leveza, eis a prova... Está certo que ainda falta muita coisa, mas a parte de simulação de Relêvo, Geografia, Geologia e Flora, pesa praticamente GRAMAS, assim como o material rodante, trilhos inclusos.


MENOS É MAIS! O proprio Arquiteto Mies Van Der Hoe, se vivo fosse, decerto aprovaria o seu conceito "less is more", para a nossa inédita estrutura ferroviária em escala...

Só faltou um chapeu-móle na cabeça, Santos-Dumont Istáile... :)



Abusando da leveza, um de nossos construtores decidiu erguer a estrutura, valendo-se de seu próprio dedo mindinho como MUNCK...

O sonho de todo ferreomodelista, especialmente os conscientes de que o hobby pede leveza e concisão, e não um trambolho indestrutível de 400Kg de madeira bruta, desperdiçando matéria prima, tempo e dinheiro.



Nessa perspectiva, vê-se ao centro, ainda sem trilhos, a Derivação que, em algum dia, conectará a LIBÉLULA H.O. em alguma de nossas futuras maquetes, tornando o sistema um único traçado, alimentado pelo mesmo transformador, "escravizando" uma segunda Maquete.

Note também um "caminho-de-rato" em MDF, que será a base de uma pequenas Estrada Vicinal, que corta a Maquete HO na diagonal.



ESCALA HUMANA Aqui dá prá ter uma ideía da escala integral da LIBÉLULA, faltando os trilhos da Derivação e do PÁTIO FERROVIÁRIO HO em plano reto.


INÚTIL Abandonando um pouco o projeto da Libélula, priorizamos um detalhe de acabamento, que se mostrou 100% infrutífero: Não coube no vão reservado à ponte, conectando os relevos do "rio" central da maquete...


Escolhendo alguns Diodos, vários LED´s e Lãmpadas grão-de-arroz 12V, que serão úteis nos cenários noturnos, destaque adicional em qualquer maquete que se preze, por permitir fruição visual nas horas em que os outros hobbies estarão na cama....


Destaque para os "raisers", feitos com tabiques de madeira, nascendo entre as aletas e tendo a sua altura determinada pela rampa em 3% da linha, idêntica às rampas de ferrovias reais.


Início dos testes eletrônicos, até prá aproveitar melhor essa fase de esqueletamento, acondicionando melhor o chicote principal e derivando as conexões embutidas, para uso em breve pelos Postes Urbanos, Edificações, Sinalizadores, Cancelas, Túneis, Varandas de Casas, etc.

Ah! E os "gatos" obtidos da fiação dos postes, também!



Essa curva consumiu quase uma semana extra de trabalho e teve que ser refeita por uma três vezes ...

Uma hora, era o ângulo da Rampa, que variava demais, gerando "degraus", outra, era no Raio da curvatura, que não se mantinha...

Itens que VÃO descarrilar seus trens, quando em tráfego no futuro e perto do impossível de se propor ajustes, após a maquete finalizada...

Vai ajustar? Ajusta AGORA, que é a hora!



Fritamos as telhas do quengo, prá conceber uma fita-guia, de ferro, soldada na vertical sobre o tal cano do Eixo Principal, o que evita que as aletas saiam do prumo e rotacionem por si só, em volta desse mesmo eixo.

Essa "chave", que tranca as aletas no lugar, pode ser vista, acima do cano de ferro central, aprisionada por sua vez com tabiques de madeira quadrados (cubos, prensando as aletas), reforçando o contraventamento geral.



Note a fita-guia, soldada no cano e "entrando" sob um cubo de madeira, este, estando colado à aleta.

Esse cano menor, na horizontal, serão onde as "pernas" do inseto serão instaladas, encaixadas em um gabarito inédito no ramo desse hobby:

Baixas o bastante, para crianças observarem a maquete, acabando com a babaquice escrôta de pais sofrendo com filhos no colo durante os eventos, judiando de ambos, sem necessidade alguma, só por que alguns Ferreomodelistas decadentes afirma ser "Padrão NMRA".

Nós aqui da ALLFe, sempre seguimos completamente submissos ao honroso e cada vez mais onipresente "Padrão N.M.R.A.":

"Nenhuma Merda de Regra Aporrinhando", que essa vida é curta e não nascemos nos Estados Unidos...

Os adultos que querem sentir a "imersão" que as miniaturas em escala propiciam, que ajoelhem-se rente ao cenário...

Até as fotos, devem, sempre que possível, ser registradas assim, em respeitável genuflexório, em honra aos Deuses Ferroviários... :)



AQUI JAZZ! A embalagem Caixão-Istáile, Resistiu só à um único evento, aliás, o primeiro, de estréia ...

Pois HAJA VENTO, com essa Veraneio V6 Diesel, Turbinada!

Depois, perdemos o cabaço e passamos à transportá-la estaiada direto no rack, protegida com lona de caminhão velha (encerado) e, se a meteorologia indicasse, sem proteção alguma...

Está certo, perdemos com isso algumas florestas primárias e pequenos habitantes HO, arrancados pelo vórtex estradas brasileiras afora...



DIVERSÃO GARANTIDA! Baixou uma alcatéia completa no evento de estréia da LIBÉLULA em Ribeirão Preto...

Note a altura desses inestimáveis "Clientes", frente à maquete HO, bem como a ausencia TOTAL de Fitas Zebradas, permitindo, inclusive, que mãozinhas destroçantes atuem com ampla desenvoltura... ;)

Se quebrarem algo, teremos sólidos argumentos para sua re-construção e a junção de marmanjos em torno de ferramentais pérfuro-multilantes!



Perspectiva da LIBÉLULA HO, com as laterais feitas em compensado flexível, atuando como moldura, num design que parece ter sido içada à laser, de algum trecho da Terra Brazilis Ferroviária...


Tal & Qual possuir 1 Milhão de Dólares em C/C!


RUSH HOURS! Caraca, fagocitaram completamente a LIBÉLULA H.O.!

Não vão devolver nem mesmo seu Exo-Esqueleto, da Pobre Odonata!



ABELHAS NO MEL... Ao final da tarde, os marmanjos começaram a "costear o alambrado"...

Duro, foi apartar depois a marujada, triste de doer, mas, sacomé... :D



COMO PREVÍAMOS! Foi até engraçado... Neguinho chegava com material rodante próprio e lascava em poucos minutos de curtição visual:

"-POSSO POR PRÁ TESTAR ?"

Maior honra! .... DEMOROU, velhinho!



Raros momentos que ficamos perto da LIBÉLULA HO, pois ela foi tomada de assalto, pela duração do evento todo...

O Wilson Strazzi, marceneiro (dos bons!) com deficiencia auditiva, conseguiu uma brecha, prá poder rodar as tralhas dele...

O camburão de água azul, sobre a mesa dobravel de bar, é EPI: 27% de umidade na desgraçadamente árida Ribeirão Preto!



Detalhe da Ponte Ferroviária treliçada, vencendo o vão do rio de lajeado. Em primeiro plano, a ponte "provisória-permanente", para tráfego de carros pela vicinal, feita em eucaliptos. A original em ferro, uma enchente histórica à levou. lá se vão décadas...


A Locomotiva G22-U da FEPASA, na IIª fase Amarela-Cinza, diminui a marcha para adentrar na área do Pátio Ferroviário, aguardando a mudança da chave no AMV de acionamento manual.

Um Vagão-Tremonha "HAF" da RFFSA, jaz na linha morta, por não ter mais condições de tráfego.


(itens do fabricante nacional FRATESCHI, nossos prediletos)